Abriu os olhos e o cerrou em seus braços o máximo que pôde. Ele, ainda adormecido, pôs a mão sobre as delas e grunhiu docemente. Ela beijou-lhe as costas brancas e largas e permaneceu com o rosto colado nelas. Sentia-se bem, aliás, sentia-se feliz.
Enquanto ele dormia, ela pensou sobre as fronteiras geográficas e financeiras do mundo, sobre a fome na África, sobre a guerra na Palestina, sobre as pessoas, sobre a vida e sobre o amor. Reconheceu que, de fato, não haveria outro lugar no qual ela gostaria de estar. Entendeu que os seres humanos acabam sendo guiados por uma extrema e estranha vontade de pertencer a algo ou a algum lugar. Todo mundo quer ser amado. - Pensou em irrevogável conclusão. Sorriu. Ouviu os barulhos da rua recém-desperta que vinham junto com o frio vento matutino, tudo lhe parecia extremamente agradável. Não tinha pressa em deixar a cama, que, naquele instante, era seu reino e seu paraíso. O trabalho que esperasse, os outros que esperassem, hoje ela não tinha pressa em partir. Porque não se quer partir jamais de onde se pertence.
Ele abriu os olhos. Virou-se e sorriu, um sorriso meio amarrotado de quem ainda não acordou totalmente mas quer que se saiba de sua felicidade.
-Guten Tag meine Lieb. - Sussurrou.
2 comentários:
Oi flor gostei muito do seu espaço,
ja to seguindo, se poder retribuir.
Beijos
layalair.blogspot.com
Nossa, muito lindo *.*
Quando li esse texto, eu que me senti bem, me senti feliz! :DD
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